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segunda-feira, 01 de maio de 2017

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Armazenamento de águas pluviais

Por Plínio Tomaz • Publicado em 24/09/2007 16:47:06


Você sabia que estacionamentos para veículos podem ser utilizados para armazenamento de águas pluviais?Pois é verdade. Países de primeiro mundo já dominam a técnica que ainda não chegou...

 

Você sabia que estacionamentos para veículos podem ser utilizados para armazenamento de águas pluviais?

Pois é verdade. Países de primeiro mundo já dominam a técnica que ainda não chegou ao Brasil. A técnica possibilita que os estacionamentos sejam utilizados para reduzir a vazão de enchentes nas galerias de águas pluviais, além de proporcionar a infiltração parcial ou total do solo.

São duas as técnicas utilizadas: superficial e sub-superficial.

O armazenamento superficial pode ser utilizado em áreas comerciais, industriais ou em áreas já construídas, não havendo a necessidade de aumentar os diâmetros das galerias existentes.

Na prática existem poucas cidades que usam o estacionamento de veículos para o armazenamento de águas pluviais superficialmente.

Para implementação da técnica, o estacionamento precisar ter declividade maior que 0,5% e menor que 5%, e para o armazenamento uma profundidade máxima de 20 cm, para um tempo máximo de trinta minutos.

O inconveniente do armazenamento superficial é o fato do estacionamento ficar uma hora inundado, o que gera a reclamação dos usuários.

Já o armazenamento sub-superficial as águas pluviais captadas passam por uma caixa onde há deposição de sólidos e capta os óleos e graxas existentes. Logo em seguida, a água é encaminhada para um reservatório de pedras britadas ou dispositivo manufaturados de plásticos para ser conduzida a uma galeria de águas pluviais mais próxima.

A grande vantagem desta técnica é que pode haver asfalto por cima e por baixo e as águas pluviais ficarão armazenadas por um determinado tempo, diminuindo os picos de vazão de enchentes. O problema é que o custo a ser aplicado, bem maior às áreas de estacionamentos existentes.

*Plínio Tomaz, 66, é engenheiro civil pela Escola Politécnica da USP; ex-superintendente e diretor do SAAE e ex-funcionário do Ministério das Minas e Energia. Atualmente, é conselheiro do CREA-SP; diretor de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da ACE-Guarulhos; coordenador do projeto de norma da ABNT para aproveitamento da chuva e assessor especial de meio ambiente da OAB-Guarulhos.

 
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