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domingo, 20 de agosto de 2017

Economia

Governo não reage mesmo sob ameaça de outro rebaixamento

Por ACE-Guarulhos • Publicado em 11/09/2015 09:23:57


Para a agência Fitch, chance de o Brasil perder o selo de bom pagador é maior do que 50%, mas Levy diz que mudanças dependem do Congresso

 

Após a perda do selo de bom pagador pela agência internacional de classificação de risco de crédito Standard & Poor’s (S&P) na quarta-feira, 09/09, o governo ainda não anunciou um plano detalhado de corte de gastos e de aumento das receitas por meio de impostos.


Em entrevista coletiva ontem, o ministro da Fazenda Joaquim Levy disse que as medidas dependem de conversas com o Congresso e devem ser votadas até o fim de setembro.

Antes, a diretora-gerente de ratings soberanos da S&P, Lisa Schineller, disse, em teleconferência que a proposta de Orçamento, contendo déficit primário em 2016, enviada pelo governo ao Congresso há dez dias, foi a peça-chave para a decisão da agência de rebaixar ontem o rating soberano do Brasil de BBB- para BB+, mantendo a perspectiva negativa da nota.

Segundo ela, a agência continua a ver aumento da dívida e maior deterioração fiscal no país, o que poderia levar a um novo downgrade. "Mas podemos mudar a perspectiva para estável quando tivermos menos incertezas", afirmou Lisa.

A diretora de ratings soberanos para a América Latina da agência de classificação de risco Fitch Ratings, Shelly Shetty, disse que a perspectiva "negativa" para a nota do Brasil - que ainda é de grau de investimento - indica que a probabilidade de rebaixamento é "superior" a 50%.

Em coletiva, Levy disse que manterá a meta de superávit primário em 0,7% do PIB em 2016. O problema é que ainda não se sabe como isso será feito na prática.
“A maneira de alcançarmos esse resultado virá de conversas e um processo de consulta no Congresso, com as lideranças e a comissão mista de orçamento”, disse Levy.

Cobrado sobre medidas imediatas, principalmente a respeito de quanto pretende arrecadar com impostos (novos ou com aumentos de alíquotas de existentes) e de quanto serão os cortes de gastos do governo, Levy disse que não tem números para compartilhar. “O governo vai fazer uma iniciativa na área de gestão e vamos ter um conjunto de ações divulgadas e prontas para votação no Congresso até o final de setembro”, disse.

(Com informações do Diário do Comércio)

 
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