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domingo, 20 de agosto de 2017

Economia

“Inflação deve perder fôlego a partir de abril”, diz economista

Por ACE-Guarulhos • Publicado em 24/02/2016 11:16:09


Para o economista Heron do Carmo, professor da FEA/USP, fim de efeito El Niño, menor pressão de commodities e crescimento do desemprego devem frear a alta de preços

 

A economia brasileira vive uma situação paradoxal. Na medida em que a previsão de queda do PIB (Produto Interno Bruto) se acentua, a expectativa de inflação aumenta. Segundo levantamento da FGV, divulgado nesta quarta-feira, 24/02, 60,2% dos consumidores entrevistados preveem inflação acima de dois dígitos nos 12 meses a partir de fevereiro, menos do que em janeiro (61,2%).

Porém, quase metade deste contingente aposta em taxas acima de 12%, fatia que avançou no período. Apenas 3,4% acreditam em uma inflação que se restrinja à meta perseguida pelo governo, cujo teto é 6,5% ao ano.

Por faixas de renda, as famílias com ganhos mensais de até R$ 2,1 mil são as mais pessimistas em relação à inflação e determinaram a piora neste mês. A expectativa para os preços saltou de 11,6% em janeiro para 12,0% em fevereiro.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta semana, aponta para uma queda de 3,4% do PIB neste ano. Há quatro semanas, a projeção era de retração de 3%. A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu 1,42% em fevereiro, 0,5 ponto acima da taxa de janeiro, de 0,92%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Normalmente, a inflação está mais relacionada com as políticas fiscal, monetária e internacional, clima, emprego. Numa economia enfraquecida, o que se espera é uma tendência de queda de preços. Se não há consumo, a inflação tende a perder força. Não é o que se vê no Brasil neste momento. Por quê? Existe um componente a mais além de todo o conjunto de fatores que, normalmente, tem relação com a inflação: a crise política.

“Isso explica a questão paradoxal de uma crise que se agrava em termos de atividade econômica com inflação em alta”, afirma o economista Heron do Carmo, professor da FEA/USP e conselheiro do Conselho Regional de Economia de São Paulo. Esta fase de alta acentuada nos preços, porém, na sua avaliação, tem data para acabar: a partir de abril.

“Existe uma confusão entre IPCA e inflação. O IPCA é uma indicação da inflação. Na minha avaliação, há uma superestimação da inflação para este ano. Muito provavelmente, a inflação ficará abaixo do previsto pelo mercado”, diz. O Relatório de Mercado Focus aponta para uma inflação de 7,62% neste ano e de 6% em 2017. Para Heron, a inflação em 2016 deve ficar mais próxima do teto da meta, em torno de 6,5%.

(Com informações do Diário do Comércio)

 
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